Catarina

Santos



Cantora, compositora, educadora e sound artist. Suas raízes culturais combinam África, Portugal e Brasil, e sua vida em Nova Iorque como artista tornou-se a força motriz de sua arte como música e compositora. Formada em: Escola de Jazz Luís Villas-Boas (Lisboa), em Jazz Performance no City College of New York, Orquestração na Juilliard School, e Mestrado em Composição na Goldsmiths University (Londres). Fez parte da Juilliard School Choral Union. Estudou com John Pattitucci, Sheila Jordan, Neil Clark, Paquito de Rivera, Ed Simmons, Ben Street, Jim Black, Cyro Baptista, Luciana Souza, Duduka da Fonseca, e percussão com Zé Maurício (Choro Ensemble), Café (Djavan). Como cantora e compositora da banda Nation Beat, grava "Maracatuniversal" (Recife, 2006), e toca em locais de renome como The Blue Note, Joes Pub, The Stone (John Zorn).

Em 2013 participa no concerto em homenagem a Mary Lou Williams com solista e elemento do ensemble, com alguns dos melhores cantores de jazz da cena Nova Iorquina, e em Abril desse ano fez a produção artística e foi cantora convidada de dois grandes espetáculos: Concerto em homenagem a Chiquinha Gonzaga, no Brazilian Endowment for the Arts, e “Viagem pelo Mundo de Língua Portuguesa” para a CPLP, 2 de Maio, na sede das Nações Unidas. Nova Iorque. Com dois álbuns de originais, "No Balanço do Mar", (Nova Iorque, 2009) e "Rádio Kriola" (Lisboa, 2016) elabora um novo som de raízes e sons urbanos, de África para o Brasil, da cena de Latin Jazz de Nova Iorque, e a paisagem multicultural de Lisboa como inspiração.

A pesquisa de Catarina leva-a a ser convidada na Conferência ASWAD, na Universidade Rutgers (Pittsburgh, 2011). De 2015 a 2017, estuda em Londres, com incidência no Jazz e música electrónica. Créditos de composição em Londres incluem a peça "The Power Behind the Crone" (2017), de Alison Skilbeck e Tim Hardy, "Untitled", uma coreografia de Gianna Burright, e „I am Orestes and I am Elektra too”, de To Be Creatives (estreia no Edinburgh Fringe Festival de 2018). Para além do seu trabalho em Educação, onde técnica vocal, improvisação e uso do potencial criativo e expressivo da voz, aliado ao seu conhecimento detalhado de tradições da diáspora Africana, Catarina trabalha simultaneamente três projetos de música original: Mad Nomad (textos de spoken word e canções num mundo sónico urbano, onde o jazz, o hip hop, e sampling se complementam, num processo criativo que ao vivo ganha a força da improvisação do Jazz, sempre em referência a riqueza rítmica da música Afro Portuguesa contemporânea), a continuidade do seu trabalho criativo Luso-Afro-Brasileiro, e o trio de Jazz com Jow Ferreira e Rogério Pitomba.



Beatriz

Nunes



Beatriz Nunes é cantora e compositora. Em 2018 edita o seu primeiro álbum de originais "Canto Primeiro", gravado com o apoio da Fundação GDA. É vocalista do Grupo Madredeus desde 2011, com quem gravou o álbum Essência (2012) e Capricho Sentimental (2015), apresentando-se em tournée no Barbican de Londres, Wien Konzerthaus em Viena, Haus der Kulturen der Welt em Berlim, AVO Sessions em Basel, Festival Mimo em Ouro Preto, Is Sanat em Istambul, entre outros. Tem várias colaborações, designadamente nos álbuns Mau Sangue de José Ferreira /Nuno Moura (2011), Terra Concreta de Afonso Pais (2013); Coro das Vontades de Tiago Sousa (2014), Getting All The Evil Of The Piston Collar de The Rite of Trio (2015) .

Desde 2010 tem participado nos Programas anuais do Sintra Estúdio de Ópera, com os programas Taças de Himyneu, Salome e Il trionfo di Davidde. Colaborou com o Coro Gulbenkian no programa Os Planetas de G. Holst. Terminou a licenciatura em Música-Jazz variante Voz, na Escola Superior de Música de Lisboa em 2014. No mesmo ano recebeu a bolsa do New York Voices Summer Camp em Toledo, Ohio (EUA) Está a frequentar o Mestrado em Ensino da Música na ESML.

É professora de voz na Escola de Jazz do Barreiro desde 2012 e na Escola Profissional Oficio das Artes em Montemor-o-Novo desde 2015. Beatriz Vieira Nunes nasceu em 1988, no Barreiro. Vive em Lisboa.

Professora Canto Beatriz Nunes Jazz Barreiro